Os números da folha de pagamento da Prefeitura de Jandaíra revelam um crescimento que levanta sérios questionamentos sobre as prioridades da gestão do prefeito Reginaldo Vitorino. Em 2024, os gastos com servidores efetivos, comissionados e agentes eletivos somavam R$ 5.239.109,21. Já as despesas com contratos temporários alcançavam R$ 2.986.855,08, enquanto os repasses à cooperativa da educação totalizavam R$ 1.418.595,73.

Dois anos depois, em 2026, a folha dos efetivos passou para R$ 5.884.314,91, representando um aumento de cerca de 12,3%. O dado mais preocupante, porém, é o crescimento dos contratos temporários, que atingiram exatamente R$ 5.884.314,91, registrando uma alta de aproximadamente 97%.

Na prática, a Prefeitura passou a gastar com servidores temporários o mesmo valor destinado à folha principal. O que antes representava pouco mais da metade dos gastos com pessoal agora se equipara aos servidores efetivos. Os repasses à cooperativa da educação também aumentaram, chegando a R$ 1.679.641,04.

Os números reforçam questionamentos que precisam ser respondidos pela administração municipal: por que as contratações temporárias cresceram de forma tão acelerada? Existe planejamento para a realização de concurso público ou os contratos temporários passaram a ocupar espaços que deveriam ser preenchidos por servidores concursados? Enquanto os gastos com temporários se aproximam dos R$ 6 milhões anuais, a população tem o direito de saber quais critérios justificam essa política de contratações e quem está sendo beneficiado por ela.

Fonte: Perfil Obelisco Macau

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