A gestão do prefeito Berguinho em Bento Fernandes começa 2026 sob forte questionamento: o município não cumpriu o percentual mínimo de investimento em educação, como determina a Constituição Federal.

Dados apontados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) revelam um cenário preocupante e desmontam o discurso positivo frequentemente apresentado pela administração municipal. Na prática, a realidade é outra: menos investimento e mais descaso com a educação.

De acordo com os números referentes aos meses de janeiro e fevereiro, o valor mínimo exigido para aplicação em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) era de R$ 1.238.518,73. No entanto, a gestão aplicou apenas R$ 1.000.469,77 — um déficit de R$ 238.048,96.

O resultado evidencia o que já vinha sendo sentido pela população: uma educação que fica só no discurso, enquanto na prática os investimentos não chegam como deveriam. Em termos proporcionais, o município aplicou cerca de 80,78% do mínimo exigido, descumprindo a obrigação constitucional de investir ao menos 25% da receita em educação.

O não cumprimento desse percentual não é apenas um detalhe técnico — é um problema grave que pode gerar sanções, restrições administrativas e, principalmente, comprometer diretamente a qualidade do ensino oferecido à população.

Enquanto isso, a gestão segue tentando sustentar uma narrativa positiva, mas os números do próprio TCE mostram outra realidade: a de uma administração que falha em cumprir o básico.

A situação acende um alerta e exige acompanhamento rigoroso por parte dos órgãos de fiscalização e da sociedade, já que o prejuízo recai diretamente sobre os estudantes e o futuro do município.

Fonte: @obeliscomacau

Leave A Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *