O Sindsaúde/RN divulgou nesta terça-feira uma dura nota de repúdio contra a Prefeitura de João Câmara, acusando a gestão da prefeita Aize Bezerra de adotar uma postura “autoritária, antissindical e arbitrária” ao realizar descontos nos salários dos profissionais da saúde que participaram da paralisação realizada no último dia 15 de junho.

Segundo o sindicato, a medida representa um ataque ao direito constitucional de mobilização dos trabalhadores e demonstra falta de diálogo por parte da administração municipal. A entidade afirma que os servidores estão reivindicando a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), compromisso assumido durante a campanha eleitoral, mas que, de acordo com o sindicato, ainda não saiu do papel.

Na nota, o Sindsaúde também afirma que a comissão de servidores não recebeu respostas aos ofícios encaminhados à Prefeitura e que não houve abertura de negociação. A entidade lembra ainda que, no dia da paralisação, foi realizada uma reunião na Câmara Municipal com a participação de representantes do Legislativo, demonstrando, segundo o sindicato, a disposição da categoria para buscar uma solução por meio do diálogo.

Diante da situação, o Sindsaúde/RN exige a imediata suspensão dos descontos salariais, a devolução dos valores eventualmente descontados e a abertura urgente de um canal de negociação com os trabalhadores da saúde.

O caso aumenta a tensão entre a gestão municipal e os servidores da saúde e promete repercutir no cenário político de João Câmara, já que a categoria denuncia uma prática considerada antissindical e cobra o cumprimento de compromissos assumidos pela atual administração.

O BM Notícias deixa o espaço aberto para que a Prefeitura de João Câmara apresente sua versão sobre as denúncias feitas pelo Sindsaúde/RN, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla informação.

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