O discurso de mudança da gestão da prefeita Aize Bezerra mais uma vez entra em choque com a dura realidade enfrentada pela população de João Câmara. Desta vez, o escândalo vem da comunidade do Lajeado, onde o consultório odontológico da unidade de saúde foi interditado após fiscalização do CRO-RN, que identificou graves irregularidades estruturais e sanitárias.

As imagens e informações divulgadas escancaram o abandono: equipamentos inadequados, estrutura comprometida e condições totalmente incompatíveis com o mínimo exigido para atendimento à população. Resultado? A população fica sem atendimento odontológico, enquanto a gestão municipal assiste de braços cruzados.

É inadmissível que, em pleno 2026, moradores de uma comunidade inteira sejam penalizados pela incompetência administrativa. O fechamento do consultório não é apenas uma interdição técnica — é o retrato fiel de um governo que prometeu mudança, mas entrega descaso, desorganização e falta de prioridade com a saúde pública.

Enquanto contratos milionários e promessas não saem do papel, o básico — como garantir um atendimento digno — simplesmente não acontece. A pergunta que fica é: até quando a população de João Câmara vai pagar o preço de uma gestão que não consegue fazer o mínimo?

O caso do Lajeado não é isolado, é mais um capítulo de uma gestão que vem acumulando falhas e deixando a população à própria sorte. A “mudança” prometida virou frustração — e quem sofre, mais uma vez, é o povo.

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