A Primeira Turma do STF já conta com dois votos pela manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL). No voto, o ministro Flávio Dino destacou a violação da tornozeleira eletrônica e mencionou a convocação de vigília feita pelo filho do ex-presidente. Ele também relacionou o cenário às fugas recentes de aliados, como Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro, afirmando que esses episódios demonstram “profunda deslealdade com as instituições pátrias”. Para Dino, esse conjunto de fatores reforça o risco à ordem pública.

O ministro também alertou para o comportamento de grupos de apoiadores, classificando-os como frequentemente “descontrolados”, o que, segundo ele, eleva a possibilidade de confrontos, invasões e repetição de atos violentos, como os de 8 de janeiro — inclusive com uso de bombas ou armas. Dino argumentou que até a casa do ex-presidente poderia ser alvo de invasões, colocando em risco policiais e moradores.

“Se os propósitos fossem apenas religiosos, a análise poderia ser diversa, mas lamentavelmente a realidade tem demonstrado outra configuração, com retóricas de guerra, ódios, cenas de confrontos físicos etc”, afirmou.

Fonte: Luiz Bacci

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